Nunca tem fim

Nunca tem fim

Como se fosse no primeiro mês, aquela intensidade volta, o frio no estômago volta, a incerteza volta, a ansiedade volta, a vontade de estar junto volta.

Como no quarto mês, a preocupação volta, o querer cuidar volta, a vontade do abraço demorado volta.

Como no sexto mês a dúvida volta, a vontade permanece, o querer fazer melhor volta.

Como depois de um ano, a vontade de seguir em frente volta, o fio quase invisível de esperança volta, a saudade do começo volta.

Como no último mês, o medo volta, a falta de direção volta, a incapacidade de raciocinar volta.

Como no primeiro mês, o amor volta. Porque no fim sempre lembramos do começo.

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