70 frases de Adélia Prado que demonstram seu talento inigualável
Adélia Prado é uma importante poeta e contista brasileira. Suas obras são complexas, já que ela aborda a relação entre o sagrado e o profano, explorando como a fé cristã é aplicada no dia a dia. Para conhecer melhor e se apaixonar pelos versos da autora, confira e compartilhe frases de Adélia Prado que revelam sua habilidade na escrita.
Frases de Adélia Prado que nos ensinam sobre a vida e o cotidiano
Um corpo quer outro corpo. Uma alma quer outra alma e seu corpo. Este excesso de realidade me confunde.
Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica, Mas atravessa a noite, a madrugada, o dia. Atravessou minha vida, Virou só sentimento.
Eu quero uma licença de dormir, Perdão pra descansar horas a fio, Sem ao menos sonhar A leve palha de um pequeno sonho.
Ama e nem sabe mais o que ama.
Os diamantes são indestrutíveis? Mais é meu amor.
As coisas tristíssimas, o rolomag, o teste de Cooper, a mole carne tremente entre as coxas, vão desaparecer quando soar a trombeta. Levantaremos como deuses, com a beleza das coisas que nunca pecaram, como árvores, como pedras, exatos e dignos de amor.
Louvado seja, porque eu quero morrer, mas tenho medo, e insisto em esperar o prometido.
Quanto a mim, dou graças pelo que agora sei e, mais que perdoo, eu amo.
Minha alma nasceu desposada com um marido invisível. Quando ele fala roreja quando ele vem eu sei, porque as hastes se inclinam.
Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo. Quero pôr o bonito numa caixa com chave para abrir de vez em quando e olhar.
Dor não tem nada a ver com amargura. Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais, é pra ensinar a gente a viver.
Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa.
O que a memória ama, fica eterno.
Amor pra mim é ser capaz de permitir que aquele que eu amo exista como tal, como ele mesmo. Isso é o mais pleno amor. Dar a liberdade dele existir ao meu lado do jeito que ele é.
As línguas são imperfeitas pra que os poemas existam e eu pergunte donde vêm os insetos alados e este afeto, seu braço roçando o meu.
De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo.
Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Entre paciência e fama quero as duas, pra envelhecer vergada de motivos.
Quem entender a linguagem entende Deus cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.
Não me importa a palavra, esta corriqueira.
A gente tem sede de infinito e de permanência, então, esse ser que assegura a permanência das coisas, é que eu chamo de Deus. É o absoluto.
Divago, quando o que quero é só dizer te amo.
Meu coração vai desdobrando os panos, se alargando aquecido, dando a volta ao mundo.
Beleza não é luxo. É uma necessidade!
A borboleta pousada ou é Deus ou é nada.
Há sempre uma razão, embora não haja nenhuma explicação.
O sonho encheu a noite, Extravasou pro meu dia, Encheu minha vida E é dele que eu vou viver Porque sonho não morre.
Deus é mais belo que eu. E não é jovem. Isto sim, é consolo.
Eu mesma não entendo minha enormíssima paciência de ficar à toa, só pensando, pensando e sentindo.
Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.