Lembrando esquecer

Clara Barton, que fundou a Cruz Vermelha americana quando tinha 51 anos, era considerada “tímida como um rato, mas brava como um leão”. Comprometida com sua missão, continuou a exercê-la mesmo na velhice. Não deixou que a idade a atrapalhasse.

Ela ia aonde quer que houvesse alguém precisando de conforto, em áreas de guerra, locais onde havia enchentes, terremotos ou febre amarela. Aos 77 anos, estava nos campos de batalha de Cuba, na guerra hispano-americana. Clara continuou seu trabalho até morrer, aos 91 anos.

Um dia, já bem velhinha, alguém a lembrou de uma ofensa que lhe fora dirigida, anos antes. Mas ela agiu como se jamais tivesse ouvido falar daquilo.

– Não se recorda? – a amiga perguntou.

– Não – Clara respondeu. – Lembro-me nitidamente de ter esquecido isso.

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