Viver bem

Se você mantiver os olhos abertos, sempre há algo para ver

”Eu amo as cores. Tenho de tê-las. Adoro aquarelas, lápis de cera, pastéis, marcadores, tintas, quanto mais variados, melhor. Tenho de estar o tempo todo fazendo algo e me ocupando. Caso contrário, a vida fica muito monótona.
Vou até a clínica e ajudo. Não importa o que eu faça lá – encher envelopes, colocar etiquetas em pastas, qualquer coisa que eles precisem que seja feita. E o tempo todo, fico assistindo ao espetáculo.
A equipe corre de um lado para o outro, os pacientes tentam conseguir o que querem. Todos estão fazendo suas coisas e eu tenho um assento na primeira fila. É assim que vou seguindo em frente. Não sinto pena nenhuma de quem fica sentado em casa, reclamando que não tem vida. Se quiserem dar uma olhada, há um mundo inteiro aqui fora.”
Lila Lane
77 anos

A gentileza nunca é desperdiçada

”Eu não acredito que tenha quase cem anos e ainda possa lhe contar coisas que aconteceram quando eu era uma menininha. Lembro daquele fazendeiro velho e rabugento que vivia perto de nós. Ainda posso ouvi-lo gritando conosco quando meus irmãos, minha irmã e eu cortávamos caminho pelas terras dele a caminho da escola. Mas no auge do inverno, quando a neve estava funda demais para qualquer atalho, ali estava ele, surgindo pelo caminho com a sua carroça para garantir que chegássemos à escola antes de congelarmos até a morte.
Você se lembra de coisas assim, de pessoas que foram boas para você. Quando eu tinha 17 anos e estava saindo de casa pela primeira vez, pequei o trem e sentei-me de frente para uma velha senhora. Nós nos atrasamos em Chicago e ficamos sentadas ali por muito tempo. Eu estava faminta. De repente, a senhora enfiou a mão na bolsa e me deu uma maçã. Até hoje, sinto o gosto dessa maçã.”
Agnes McDougal
98 anos

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